Castlevania, Trilhas Sonoras Que Marcaram Epóca
Em 25 anos de história, “Castlevania” capturou de assalto a memória de jogadores como uma das mais icônicas e rentáveis franquias a surgir dos velhos tempos do NES. A eterna batalha entre o clã Belmont e o imortal Conde Drácula (assim como todo o vai e volta que décadas de estacas, punhais e desavenças possa gerar) é um destes raros exemplos de um produto japonês que consegue não apenas explorar uma tradição da fantasia ocidental, como também trazer um tempero tão próprio. Para muitos, "Castlevania" não poderia ter menos a ver com Bela Lugosi, Bram Stoker ou qualquer outra versão do conde da Transilvânia. E não poderia ser diferente.
Mas entre Simons, Richters, Alucards e um verdadeiro caldeirão de monstros e mitologias de todas as partes do globo, é fácil esquecer que “Castlevania” não seria “Castlevania” sem uma heroína tipicamente japonesa: Michiru Yamane.
Yamane, natural de Kagawa, Japão, é a principal compositora da série, e divide com a ilustradora Ayami Kojima e o produtor Koji Igarashi boa parte da responsabilidade de manter a série tematicamente nova e relevante no decorrer destas duas décadas e meia. A compositora coleciona trabalho em mais de 40 títulos (entre eles a sexta edição de “Winning Eleven” e “Contra Hard Corps”) mas é seu papel como compositora de “Castlevania” o mais memorável.
A música foi sempre um foco na série, que figura entre gigantes como “Mega Man” e “Super Mario” como uma das mais importantes contribuições quando o assunto é música em videogames. Por isso, trazemos as nossas 5 faixas favoritas em 25 anos de “Castlevania”.
Bloody Tears (Castlevania: Rondo of Blood, 1993)
Okay, esta música é originalmente parte do clássico “Castlevania II: Simon`s Quest” para NES, mas esta é sem dúvida a versão definitiva. É até injusto comparar: “Rondo of Blood” foi o primeiro lançamento da série em CD e o maior espaço de armazenagem, assim como a capacidade de reproduzir música em melhor qualidade, deu a Yamane a chance de revisitar este clássico em uma diversidade até então não vista de timbres. Foi inesquecível.
Lost Painting (Castlevania: Symphony of the Night, 1997)
“Symphony of the Night” é um clássico, um magnum opus em uma era que estava na divisa entre o tradicional side-scroller 2D e os atrativos mundos 3D da geração 32 e 64-bit. Clássico e novo ao mesmo tempo, o jogo traz uma série de momentos memoráveis. A chegada ao castelo invertido é uma delas, e é embalada nos melhores momentos por esta composição suave e convidativa.
Insane Aristocracy (Castlevania: Curse of Darkness, 2005)
Há sem dúvida uma espécie muito sutil de loucura por trás de todo o conto sobre o Drácula – um homem da aristocracia que adora beber o sangue alheio. Como há também uma espécie muito própria de insanidade por trás de cada novo salto da franquia “Castlevania” nos mares incertos do gênero de aventura 3D – cujo início no N64 foi sofrível no mínimo. Talvez daí venha a caótica composição de guitarra deste clássico.
Simon`s Theme (Super Castlevania IV, 1991)
Não há lista de melhores músicas da série sem esta genial canção 8-bit. É também a única composição das nossas favoritas que não foi criada por Yamane (Simon`s Theme é obra do compositor Masanori Adachi, o principal nome por trás da trilha sonora dos primeiros games da série). Este é o tema de fechamento, e traz a mescla de temas e inspirações que viriam a moldar as próximas décadas da série.
Requiem for the Gods (Castlevania: Symphony of the Night, 1997)
Há poucos momentos mais inquietantes no jogo do que enfrentar espadas gigantes voadoras em uma catedral banhada de luz espectral. Para nós, esta precisa sala foi um dos primeiros momentos em que polígonos e jogabilidade 2D se uniram de forma a mostrar que o gênero side-scroller estava longe do fim, mesmo com o potente avanço do PlayStation e dos CDs. “Requiem for the Gods” é um acompanhamento mais do que digno, e uma das músicas mais capazes de resumir a melancólica insanidade por trás da eterna rixa entre Belmonts e o Lorde das Trevas.

Castlevania SOTN foi o jogo que eu mais joguei em toda minha vida de viciado rs.
ResponderExcluirparabéns pelo blog!